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Mercedes-Benz EQE SUV: primeiras impressões

Automóvel Mercedes-Benz EQE-SUV cinzento estacionado em pavimento preto brilhante, vista frontal e lateral direita.
Tem o tipo de carroçaria que toda a gente procura, a tecnologia certa e a qualidade que se exige da marca alemã.

Tenho de admitir: nunca fui propriamente o maior fã de modelos SUV - quando o objetivo é ganhar espaço e polivalência, continuo a inclinar-me mais para as carrinhas e para os monovolumes.

A verdade é que, regra geral, os SUV acabam por ser, por um lado, mais pesados e menos apelativos ao volante do que as carrinhas e, por outro, menos práticos do que os monovolumes. No fundo, onde costumam ganhar é mesmo no fator «estilo», e como sabemos isso é sempre algo muito subjetivo.

Mesmo assim, o novo Mercedes-Benz EQE SUV obrigou-me a repensar esta ideia. A partir da plataforma EVA, a mesma que serve o EQE limousine, a marca alemã conseguiu criar um modelo que, em determinados pontos, consegue mesmo bater os seus «irmãos» de gama.

No vídeo, fica a explicação completa para esta conclusão:

Interior muito tecnológico

Tal como explico no vídeo em destaque, o habitáculo do novo Mercedes-Benz EQE SUV entrega exatamente aquilo que esperamos de um modelo da marca alemã. Na verdade, por vezes até nos dá mais do que aquilo que gostaríamos na marca alemã…

No capítulo da tecnologia, o maior destaque vai, sem margem para dúvidas, para o sistema de infoentretenimento Hyperscreen, formado por três ecrãs integrados numa única superfície curva.

Na prática, contamos com um painel de instrumentos 100% digital com toda a informação essencial para conduzir, um grande ecrã central que reúne as principais funcionalidades do EQE SUV e, por fim, um terceiro ecrã dedicado ao passageiro, onde se pode ver filmes, navegar na Internet ou simplesmente gerir as funções de conforto a bordo.

É um sistema recheado de possibilidades, mas não é dos mais imediatos de utilizar. Exige alguma habituação. A Mercedes-Benz devia rever a necessidade de certos submenus - não era preciso complicar tanto…

Quanto a materiais e qualidade de montagem, não há nada a criticar. A marca alemã não poupou esforços e apresentou um interior ao nível do que se espera, sobretudo neste patamar de preço.

Surpresa em estrada

Foi em andamento que o Mercedes-Benz EQE SUV mais me apanhou desprevenido. Normalmente, as variantes SUV são maiores, mais pesadas e menos ágeis do que as berlinas equivalentes - e convém lembrar que este EQE SUV assenta na mesma base do EQE limousine.

Aqui, contudo, o cenário muda. Em termos de dimensões exteriores, com exceção da altura, este EQE SUV tem cotas mais contidas do que a versão berlina. E isso percebe-se assim que começamos a conduzir.

Em autoestrada, este SUV elétrico mantém-se completamente imperturbável. Ao nível do isolamento acústico, só em marcas como a Lexus, Tesla, Audi e BMW é que se encontra um grau semelhante de atenção ao detalhe. Também a estabilidade direcional está bem conseguida.

A verdadeira surpresa aparece quando deixamos as retas e encaramos as primeiras curvas. Com uma distância entre eixos menor do que a do EQE limousine, este EQE SUV acaba por proporcionar uma condução mais dinâmica. Nem acredito que estou a escrever isto… mas é a realidade.

Não é um ponto negativo da berlina; é, acima de tudo, mérito deste SUV, que conta com dois aliados de peso: a suspensão pneumática e o eixo traseiro direcional. E nem sequer experimentei as versões AMG - fica para outra ocasião.

Não é barato nem caro

É mesmo isso… não é barato nem caro. É um Mercedes-Benz e a marca alemã sabe bem como se valoriza. Ainda assim, o preço do EQE SUV está alinhado com o dos rivais mais diretos.

E nem é necessário subir para as configurações mais equipadas ou mais potentes do EQE SUV para ter em casa um modelo com tudo o que se pede a um SUV elétrico deste segmento. Mesmo a versão de entrada já oferece quase 300 cv de potência.

Vejam nesta tabela os vários preços e especificações:

Além disso, a oferta inclui sempre o mesmo pacote de baterias, com 90,3 kWh de capacidade. No equipamento, apesar de o sistema Hyperscreen definir claramente o ambiente interior deste modelo, a solução de série já garante um nível muito competente.

Mais à frente, irá chegar a versão AMG EQE 53 4MATIC SUV, com 687 cv de potência. Será a configuração mais potente e mais exclusiva deste modelo, cujas primeiras unidades vão começar a chegar ao mercado nacional nas próximas semanas.

Veredito


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