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Audi E-Rickshaw: o tuk-tuk com baterias em segunda vida do Audi e-tron

Veículo elétrico compacto Audi E-Rickshaw em exposição, com design futurista e portas abertas.

A eletrificação e a mobilidade tornaram-se termos quase inevitáveis nas conversas de hoje. Ainda assim, nestas áreas existem detalhes e projetos pouco conhecidos - e um deles passa por este tuk-tuk da Audi, um riquexó elétrico (E-Rickshaw) alimentado por baterias em «segunda vida» de um Audi e-tron.

Um tuk-tuk elétrico que passa por “normal”

Se não fosse a decoração desenvolvida de propósito para esta iniciativa, este tuk-tuk elétrico podia misturar-se facilmente com tantos outros que vemos a circular pelo centro da cidade, sem chamar a atenção.

Na zona do condutor, tudo está bem definido: um guiador com formato de bumerangue, um seletor da caixa e os comandos essenciais para luzes e buzina.

O plano era experimentá-lo ao ar livre, mas a meteorologia acabou por não ajudar. Assim, a Audi levou-nos para uma área mais ampla dentro da fábrica, onde o E-Rickshaw já nos aguardava.

Aos comandos do E-Rickshaw

Assim que me sento, noto imediatamente que o banco é surpreendentemente largo - muito mais do que, por exemplo, o de uma moto. E há uma razão prática: é sob o assento que ficam escondidas as quatro células de bateria responsáveis por movimentar o E-Rickshaw, além dos restantes módulos necessários para este sistema.

No lado direito do painel de bordo, este tuk-tuk tem um monitor bastante sofisticado, onde se vêem em tempo real os valores de tensão e temperatura do sistema elétrico. No entanto, a modernidade perde algum brilho quando nos avisam para termos cuidado com o pedal do travão, que é o original dos anos 70.

Atrás, existe espaço para duas, três ou até quatro pessoas - conforme a «criatividade». À frente, porém, só pode seguir o condutor. Ou seja, eu, pelo menos durante alguns minutos.

Chega o momento de avançar. Coloco o seletor na posição “D” e rodo o punho direito com muita calma.

Além de ter pessoas mesmo à minha frente, estou dentro de uma fábrica, com outras máquinas em movimento… e algumas delas até circulam de forma autónoma.

De repente, o tuk-tuk ganha vida, com um arranque que faz lembrar um elétrico - mas bem menos suave do que eu esperava - e sem acertar em nada…

A primeira sensação é estranha: começar em curva num veículo de apenas três rodas, com uma forte tendência para inclinar.

Em linha reta, por um dos corredores da fábrica, atingimos rapidamente o ponto em que o sistema deixa de acelerar por já estar no limite da relação selecionada. Eu até podia ter uma noção exata da velocidade… mas o velocímetro não estava a funcionar.

Foram só alguns metros, indo e voltando nos dois sentidos de um corredor, mas bastaram para me deixar a imaginar como seria experimentar a outra relação da caixa - e, sobretudo, conduzir isto em plena cidade.

Trânsito nas mega-cidades e o destino na Índia

Algo ao estilo de Delhi ou Bombaim, mantendo-nos apenas na Índia, que é para onde seguem tuk-tuks elétricos como este. São cidades onde os tuk-tuks fazem parte do caos mais ou menos organizado que caracteriza o trânsito dessas mega-cidades - e é pena que não sejam todos elétricos.

Audi E-Rickshaw leva a mobilidade a quem precisa

Eu já tinha ouvido falar deste projeto, desenvolvido por alunos da Audi na fábrica de Neckarsulm, em parceria com a Nunam. Trata-se de uma start-up (sem fins lucrativos) com uma missão particularmente relevante: reaproveitar baterias usadas para levar eletricidade a locais onde ela ainda não existe.

O E-Rickshaw «e-tron» surge na continuidade desse trabalho e está a caminho da Índia, com o objetivo de facilitar o transporte de mercadorias entre as aldeias mais pequenas e os mercados principais.

Para já, vão ser três as unidades enviadas para a Índia - embora isso não signifique que, no futuro, não venham a surgir mais ideias semelhantes para aplicar este tipo de solução.

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