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Guia de compra do Alfa Romeo Tonale: qual a versão ideal?

Carro desportivo Alfa Romeo Giulia vermelho exposto numa sala moderna com chão branco.

O Alfa Romeo Tonale é um SUV do segmento C orientado para a vida familiar, mas mantém aquilo que se espera de um Alfa Romeo: uma imagem com personalidade, uma direção imediata e aquele apetite por envolver quem está ao volante.

Nesta atualização, há mudanças no design, no equipamento e na gama, além de um pormenor técnico que passa despercebido a muita gente: a adoção de um sistema de travagem por comando elétrico, uma solução pouco habitual neste segmento - e que vale a pena perceber melhor.

É também a partir daqui que faz sentido olhar para este guia de compra: que versão escolher? Híbrido ligeiro, Diesel ou híbrido de carregamento externo?

O que mudou no Alfa Romeo Tonale?

A alteração mais óbvia está na dianteira. O Alfa Romeo Tonale passa a ter uma frente redesenhada e um novo scudetto inspirado no Alfa Romeo 33 Stradale. E, sejamos honestos, é uma forma bem mais realista de trazer um pouco desse superdesportivo italiano para a garagem - até porque o 33 Stradale custa mais de um milhão de euros e já está esgotado.

A par da nova frente, surgem novas jantes, novas cores e versões com um apontamento mais desportivo, como a Sport Speciale. Nesta configuração, as jantes de 20″ recuperam o desenho dos “mostradores” dos telefones antigos, um elemento que já faz parte do imaginário estético da marca.

No interior, a atmosfera mantém-se fiel ao que a Alfa Romeo tem vindo a fazer. O volante assume um formato desportivo, as patilhas fixas em alumínio atrás do volante continuam presentes e o painel de instrumentos digital preserva uma leitura simples, integrada no tradicional cannocchiale da marca.

Motores: qual escolher?

A oferta do Alfa Romeo Tonale organiza-se em três alternativas principais: híbrido ligeiro, Diesel e híbrido de carregamento externo. A versão híbrida ligeira de 48 V chama-se Ibrida e recorre a um motor a gasolina de 1,5 litros, com turbo de geometria variável, 175 cv e uma pequena bateria de 0,8 kWh.

Não oferece uma autonomia elétrica propriamente dita, mas consegue arrancar em modo 100% elétrico e, em algumas situações - como desacelerações ou circulação com pouca carga -, permite desligar o motor de combustão. É uma solução simples, eficaz e especialmente interessante para quem mistura trajetos, com bastante utilização em cidade e arredores.

A alternativa Diesel (130 cv) continua a ser uma escolha lógica para quem faz muitos quilómetros por ano e dá prioridade a consumos reduzidos em autoestrada.

Já o híbrido de carregamento externo é o topo de gama em potência: 270 cv, tração integral e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em cerca de 6,5 segundos. Além disso, anuncia até 61 km de autonomia 100% elétrica.

Interior simples de usar

Numa altura em que muitos automóveis escondem funções essenciais em menus, o Alfa Romeo Tonale segue um caminho diferente. Há ecrãs digitais, Apple CarPlay e Android Auto sem fios, carregamento por indução e ligações USB-C e USB-A, mas sem abdicar de vários comandos físicos.

A climatização tem controlos próprios fora do ecrã, o volume dispõe de um botão dedicado e o seletor DNA permite mudar de modo de condução de forma imediata. Pode parecer um detalhe menor, mas não é: num carro de uso diário, estas escolhas contam.

Atrás, o espaço está em linha com a média do segmento C-SUV: dois adultos viajam com conforto, com condutas de ventilação e portas USB para quem segue na segunda fila. E, num SUV familiar, o capítulo da bagageira é determinante - sendo que aqui existem diferenças relevantes.

Nas versões híbrida ligeira e Diesel, a capacidade é de 500 litros, um número muito competitivo no segmento. No híbrido de carregamento externo, desce para 375 litros, consequência da bateria de maiores dimensões.

Por isso, o ponto de partida para decidir pode ser este: precisam de mais espaço ou faz mais sentido dar prioridade à condução elétrica no dia a dia?

O detalhe técnico: travagem por comando elétrico

O aspeto técnico mais curioso do Alfa Romeo Tonale está no sistema de travagem. Tal como acontece no Giulia e no Stelvio, o Tonale utiliza travagem por comando elétrico.

Isto significa que o pedal do travão não atua o sistema de forma totalmente mecânica. Em alternativa, envia sinais elétricos que gerem a travagem. No uso real, a sensação no pedal mantém-se natural, mas a tecnologia facilita uma gestão mais eficiente entre travagem convencional e recuperação de energia nas versões eletrificadas.

É uma solução ainda pouco comum neste segmento e serve de pretexto para querer experimentar o Tonale. Até porque, num Alfa Romeo, a direção direta e as patilhas em alumínio também fazem parte do conjunto de sensações que o afastam de muitos rivais.

Qual é a versão certa?

Para particulares, o Alfa Romeo Tonale Ibrida surge como a opção mais equilibrada. Oferece 175 cv, boa polivalência, 500 litros de bagageira e uma eletrificação fácil de viver no dia a dia. Os preços arrancam nos 45 300 euros. Para quem percorre muitos quilómetros, o Diesel mantém-se como a escolha racional, com preços a começar nos 46 900 euros.

Para empresas, o Tonale Ibrida Plug-in pode ter vantagem, sobretudo por via dos benefícios fiscais, da potência superior e da possibilidade de fazer deslocações diárias em modo 100% elétrico.

No fim, o Alfa Romeo Tonale continua a cumprir como SUV familiar, mas acrescenta um lado emocional que nem todos os concorrentes conseguem entregar. E, num segmento tão racional, isso também pesa.


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