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CUPRA Born: breve conversa com Francesca Sangalli sobre cores, materiais e identidade

Automóvel elétrico Cupra Born azul esverdeado estacionado em sala moderna com parede de plantas.

A apresentação do Born, o primeiro elétrico de sempre da CUPRA, serviu de ponto de partida para uma curta conversa com Francesca Sangalli, a responsável máxima pelo departamento de Cores & Materiais da SEAT e CUPRA, onde procurámos compreender melhor a identidade do modelo e a forma como esta se liga à própria marca.

Com apenas três anos de existência, a CUPRA assinala no Born um marco importante na sua história recente, ao mesmo tempo que já prepara a chegada de mais modelos elétricos - sendo o próximo na lista a versão de produção do Tavascan.

Ainda assim, é no Born que a nossa atenção se concentra por agora e, para além das características já divulgadas do novo modelo - que abordámos noutro espaço -, quisemos aprofundar os temas e as opções que orientaram a sua conceção.

Identidade do CUPRA Born e da marca

Por ser o primeiro CUPRA 100% elétrico - com o Ateca exclusivamente a combustão e o Formentor e o Leon a juntarem a isso variantes híbridas plug-in -, interessava-nos perceber se o Born teria exigido uma abordagem distinta face aos restantes. Sangalli foi clara:

Em suma, quer se trate de cores, grafismos ou texturas, existe um ADN que atravessa toda a gama e que mantém os modelos ligados entre si, independentemente de serem movidos por uma cadeia cinemática 100% elétrica, como acontece no novo CUPRA Born, ou por uma cadeia cinemática 100% a combustão, como no CUPRA Ateca.

Uma linguagem visual comum para um futuro elétrico

Esta consistência pode também ser entendida à luz do rumo do sector: a indústria está, de forma inevitável, a encaminhar-se para um futuro totalmente (ou maioritariamente) elétrico. Ainda assim, nem todas as marcas seguem a mesma estratégia, havendo quem opte por separar de modo muito evidente os seus modelos elétricos dos equivalentes a combustão.

Cobre

Se existe um detalhe estético que se tornou uma assinatura da CUPRA, é o recurso ao tom cobre, presente desde o início. É possível encontrá-lo aplicado em vários elementos do exterior e do interior - desde o símbolo da marca a outros apontamentos lá fora, ou ainda em molduras e frisos no habitáculo.

Como a CUPRA tem explorado visualmente temas como dinamismo e desportividade, a escolha do cobre pode levantar dúvidas: não seria mais lógico escolher uma cor associada de forma mais imediata a essas ideias, como o vermelho?

Sendo uma marca recente, “a CUPRA deu-nos oportunidade (designers) de explorar e usar novos códigos”, explica Francesca Sangalli. E como é essencial que a marca se diferencie das restantes, a procura por um tom próprio - facilmente associável à CUPRA - encaixava nesse propósito: “aparece em todos os CUPRA para serem reconhecidos como CUPRA”.

Além disso, como sublinha Sangalli, “o cobre é um material condutor elétrico”, o que também ajuda a reforçar a ligação entre a identidade da marca e o caminho elétrico que pretende seguir.

Sustentabilidade

A sustentabilidade é hoje um tema incontornável no mundo automóvel e, segundo Francesca Sangalli, também na CUPRA (e na SEAT) existe um foco crescente em “focados em usar materiais mais sustentáveis e na reciclabilidade”. Um exemplo concreto está no Born, que utiliza fibras têxteis feitas a partir de plástico reciclado na zona central dos revestimentos dos seus bancos tipo baquet.

Este material, denominado SEAQUAL® Yarn, é produzido a partir da recolha de plásticos - lixo marinho proveniente de praias, do fundo do oceano e da superfície, ou transportado e depositado por rios e estuários -, no âmbito de uma parceria com a SEAQUAL® INITIATIVE. Depois de recolhido, este lixo plástico passa por um programa de limpeza e, posteriormente, é transformado em diferentes tipos de material, incluindo as fibras têxteis utilizadas no CUPRA Born.


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