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Toyota e o MR2 elétrico: protótipo Sports EV e rumores Suzuki e Daihatsu

Carro desportivo elétrico branco Toyota E-RZ 2023 num espaço interior moderno e minimalista.

A investida elétrica da Toyota materializa-se na apresentação de 30 novos modelos elétricos até 2030, com propostas para praticamente todos os gostos: do omnipresente crossover à carrinha de caixa aberta, sem esquecer os desportivos.

Se o sucessor «espiritual» do Lexus LFA acabou por concentrar grande parte das atenções, o outro desportivo mostrado no mesmo evento - um pequeno biplace com as proporções clássicas de um desportivo de motor central traseiro - também nos ficou debaixo de olho.

Entre as proporções e o facto de surgir em configuração targa (em vez de um descapotável do tipo roadster), é difícil não pensar de imediato no saudoso Toyota MR2, apresentado pela primeira vez na década de 80 do século passado.

Do MR2 original ao MR2 Roadster

No MR2 original, a Toyota já colocava o motor atrás dos dois ocupantes e combinava essa arquitetura com uma carroçaria targa - fórmula que voltou a repetir na década de 90 com a segunda geração, que cresceu tanto em dimensões como em prestações.

Já a terceira e última geração seguiu um caminho diferente. Apesar de manter o motor em posição central traseira, abandonou a solução targa e passou a descapotável (roadster) - e assumiu-se como o adversário mais temível do MX-5 NB. Em comparação com a segunda geração, encolheu em dimensões e performance, tal como no peso, que desceu para menos de 1000 kg.

O regresso do MR2 como um elétrico?

Akio Toyoda, presidente da Toyota, já tinha deixado clara a intenção de voltar a juntar os “três irmãos”. Se antes esse trio era composto por Supra, Celica e MR2, hoje a gama desportiva inclui o GR Supra e o GR86 (que ocupa o espaço do Celica) - faltando, portanto, um novo desportivo compacto para preencher o lugar do MR2.

Quase que esse vazio foi colmatado em 2015, quando a Toyota apresentou o S-FR no Salão de Tóquio: um protótipo em formato coupé que poderia vir a rivalizar com o Mazda MX-5. Só que, ao contrário do MR2, a receita era muito mais próxima da do MX-5, com motor longitudinal dianteiro e tração traseira. E apesar do aspeto «pronto a produzir», o S-FR simplesmente «evaporou-se» dos planos da Toyota.

Mais tarde, em 2018, uma nova vaga de rumores apontava, pela primeira vez, para a hipótese de o MR2 regressar como um elétrico - hipótese que agora quase sobe ao estatuto de certeza com a revelação deste novo protótipo.

O concept foi identificado de forma prosaica como Sports EV, e as suas proporções de motor central levam a especular que, por baixo da sua «pele» de linhas muito dinâmicas, possa esconder-se uma solução semelhante à que já vimos em propostas comparáveis, com destaque para a Porsche e a Lotus.

Baterias na zona do motor: a abordagem “motor central”

Tanto o Mission R da Porsche como a nova arquitetura elétrica LEVA da Lotus, em vez de alojarem as baterias no piso da plataforma entre os eixos, optam por as posicionar no mesmo espaço onde, num modelo de motor central, estaria o motor de combustão.

Esta configuração traz várias vantagens: por um lado, permite manter uma posição de condução muito baixa, como se exige num desportivo; por outro, assegura uma distribuição de massas semelhante à de um típico desportivo com motor em posição central traseira.

Será esta a solução que a Toyota vai adotar para o seu novo desportivo?

O outro rumor: a ligação Suzuki e Daihatsu

Praticamente em simultâneo com a apresentação dos 15 protótipos elétricos - onde se incluía o Sports EV -, a publicação japonesa Best Car Web avançou com a possibilidade de a Toyota se ter juntado à Daihatsu (subsidiária da Toyota) e à Suzuki para desenvolver um desportivo compacto com motor em posição central traseira.

O detalhe mais curioso desse rumor é que o projeto apontaria para um desportivo com motor de combustão, desenvolvido pela Suzuki e partilhado com a Toyota e a Daihatsu. Mas haverá fundamento para isto?

Parcerias da Toyota: do GR Supra ao GR86

A verdade é que, como já tínhamos referido há anos, a Toyota continua sem dispor de uma base própria para um modelo com este tipo de arquitetura. E também não é novidade ver a marca recorrer a parcerias para concretizar objetivos: o GR Supra foi desenvolvido em conjunto com a BMW, ao passo que o GR86 (e o GT86) teve a Subaru como aliada.

Mais uma vez, resta-nos especular. E se esta hipotética plataforma pudesse aceitar diferentes motorizações - combustão e elétrica - abrindo caminho ao desportivo elétrico antecipado há poucos dias pela Toyota?

Teremos de esperar mais algum tempo para obter todas as respostas. A mesma publicação japonesa aponta 2025 como o ano em que deveremos conhecer o novo desportivo.


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