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Grupo Renault cresce em 2025 para 2,3 milhões de veículos vendidos (+3,2%)

Carro elétrico branco Renault 2025 em exposição num salão moderno com grandes janelas.

O Grupo Renault voltou a reforçar a trajetória de expansão pelo terceiro ano seguido, ao somar 2,3 milhões de veículos vendidos a nível mundial, um progresso de 3,2% face ao ano anterior.

O crescimento foi transversal às insígnias do grupo francês - Renault, Dacia e Alpine -, com especial destaque para a Alpine, que disparou 139,2% e, pela primeira vez desde a sua criação, ultrapassou a fasquia das 10 mil unidades.

Na Europa, o Grupo Renault garantiu um lugar no pódio dos construtores com mais vendas. Nos ligeiros de passageiros, as entregas avançaram 5,9%, enquanto nos ligeiros de mercadorias o desempenho permaneceu negativo (cerca de -16,7%), embora o grupo sublinhe, em comunicado, que as perdas foram atenuadas na segunda metade do ano.

Marca a marca

Dentro do total do grupo, a marca Renault foi a que reuniu o maior volume global, com 1,628 milhões de unidades, refletindo um aumento de 3,2%. Na Europa, esta evolução permitiu-lhe subir um lugar e passar a ser a segunda mais vendida quando se consideram, em conjunto, ligeiros de passageiros e ligeiros de mercadorias. Se a análise for limitada aos ligeiros de passageiros, o crescimento global da marca francesa atingiu 10%.

A Dacia também apresentou evolução positiva em 2025, com 697 mil veículos comercializados, mais 3,1% do que em 2024. Importa salientar que, desse total, 601 mil unidades foram vendidas na Europa, o que se traduziu numa quota de mercado de 7,9%.

Num patamar de volumes diferente, a Alpine assinalou um ano histórico em 2025 ao vender, pela primeira vez, mais de 10 mil veículos num único ano - concretamente 10 970 unidades. O salto de 139,2% (bem mais do que duplicar) é atribuído ao lançamento do A290, um desportivo compacto 100% elétrico, que passou a complementar o A110.

Eletrificação do grupo

No capítulo da eletrificação, o Grupo Renault colocou no mercado 400 mil veículos híbridos (+35,1%) e 194 mil veículos elétricos (+76,7%). A Renault respondeu pela maior fatia dos elétricos vendidos, com 151 939 unidades entregues (+72,2%).

Entre os híbridos, a Renault totalizou 287 mil vendas (+17%), o que equivaleu a 38,4% das vendas de ligeiros de passageiros, ficando 25,6 pontos percentuais acima da média do mercado. A marca afirmou-se como a segunda mais vendida em híbridos na Europa, com o Symbioz a surgir como o híbrido mais vendido.

Já a Dacia mais do que duplicou as vendas de híbridos (+121,7%), que passaram a representar 19,2% das suas vendas de ligeiros de passageiros, um aumento de 10,3 pontos percentuais. Este avanço foi impulsionado sobretudo pelos Duster e Bigster. Em 2025, um em cada quatro veículos vendidos pela Dacia era eletrificado, o dobro do verificado em 2024.

Quais são os principais mercados?

A França surge, como seria expectável, entre os mercados mais relevantes para o Grupo Renault, onde alcança uma quota de mercado de 26,8%. Seguem-se Itália, com 10,9%, e Espanha, com 13%. Ainda assim, é fora da Europa que surgem as quotas de mercado mais elevadas do grupo: Marrocos, com 37,8%, e Roménia (o mercado de origem da Dacia), com 34,6%.

Em Portugal, o Grupo Renault ocupa o 14.º lugar entre os mercados onde mais vende, totalizando 40 165 unidades, o que corresponde a uma quota de 15,6%. Em 2025, o Renault Clio foi o modelo mais vendido no país.

Expectativas para 2026

Para 2026, o Grupo Renault antecipa a renovação e o alargamento da gama de veículos com motor de combustão interna e elétricos na Europa, incluindo o lançamento do novo Renault Clio, do Twingo E-Tech e de novos modelos Dacia nos segmentos dos citadinos e dos familiares compactos, previstos para apresentação ao longo do ano.

Fora da Europa, a empresa quer reforçar a presença internacional através do lançamento do Renault Boreal na América Latina e na Turquia, do Renault Duster na Índia e do Renault Filante na Coreia do Sul, entre outros.

“Os resultados comerciais do Grupo refletem o alinhamento entre o nosso plano de produtos orientado para o valor, a nossa política comercial disciplinada e uma estratégia consistente”, afirmou Fabrice Cambolive, Diretor de Crescimento do Grupo Renault.

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