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Dicas essenciais para proteger o carro no frio de inverno

Carro SUV elétrico azul estacionado em espaço interior com grandes janelas e paisagem nevosa exterior.

No inverno, com a descida das temperaturas, aumenta também a exigência colocada ao automóvel e a todos os seus componentes. Em Portugal, apesar de o frio não ser tão intenso como no norte da Europa, podem ocorrer vagas de frio fortes que fazem os termómetros descer abaixo de zero.

Mesmo que a neve apareça, quase sempre, apenas nas zonas mais elevadas do país, o gelo e as temperaturas negativas podem surgir em qualquer região. Nessas circunstâncias, a pouca rotina do condutor português torna-se o principal adversário do carro - e, no pior dos casos, da segurança rodoviária.

De baterias que deixam de responder a líquidos que podem congelar, os valores negativos colocam o seu carro à prova - e podem até impedir que consiga entrar na viatura. Para não ser apanhado desprevenido, reunimos algumas recomendações para os dias em que o frio apertar a sério.

Manípulos das portas congelados

Quando o carro passa a noite ao ar livre, o primeiro problema pode surgir ainda antes de se sentar ao volante. A humidade retida nas borrachas das portas, ao ser exposta a temperaturas negativas, pode gelar, «colando-as», e tornar a abertura difícil ou, nalguns casos, impossível.

Para reduzir a probabilidade de as borrachas ficarem presas, há uma medida simples: aplicar um spray de silicone ou uma película fina de vaselina nos vedantes das portas. Ao repelir a humidade, evita-se também que a borracha se rasgue, sobretudo se acabar por forçar a abertura.

Se o seu automóvel ainda requer que introduza a chave no canhão da porta para destrancar, existe a possibilidade de este congelar. Para prevenir, use um pouco de lubrificante apropriado - WD-40, por exemplo -, ajudando a evitar que congele. Se a fechadura já estiver bloqueada, não force a chave: utilize primeiro um spray descongelante específico.

Atualmente, muitos modelos - em particular elétricos - adotam manípulos nivelados com a carroçaria, que também podem congelar e não “saltarem” para fora quando acionados. Nessa situação, aplique calor moderado, com um secador ou com água morna, para quebrar a camada de gelo.

Para-brisas

É um cenário típico nos dias mais frios: sem raspador de gelo à mão, quem nunca recorreu ao cartão de débito/crédito para remover o gelo do para-brisas? Continua a ser preferível a acionar logo as escovas do limpa-para-brisas.

Com temperaturas muito baixas, ou mesmo negativas, as escovas podem ser danificadas ao passarem sobre gelo acumulado e ainda há o risco de ficarem presas à própria camada gelada. Se tiver de deixar o carro na rua quando se prevêem temperaturas negativas, uma boa prática é deixá-las levantadas durante a noite.

Para evitar prejuízos maiores, nunca deite água muito quente no para-brisas para eliminar o gelo. O choque térmico pode provocar fissuras no vidro. Aproveite também para substituir a água do reservatório por um líquido limpa-vidros com aditivo anticongelante.

Bateria

Não são apenas as baterias dos 100% elétricos que sofrem com o frio intenso: a «velhinha» bateria de 12 V, presente em todos os automóveis, também pode perder uma parte considerável da capacidade de fornecer energia. Para não ficar «pendurado», tenha em conta o seguinte:

  • Se a bateria tiver mais de três ou quatro anos, a probabilidade de falha aumenta. Inspecione o estado das ligações e, se necessário, elimine qualquer oxidação visível.
  • Peça um teste de carga. Se os valores forem insuficientes para as temperaturas previstas, substitua-a.

Deixe o motor trabalhar

Quando as temperaturas são muito baixas, o óleo do motor tende a ganhar viscosidade, tornando-se mais espesso. Por isso, é aconselhável não iniciar a marcha de imediato após ligar o motor. Em condições particularmente severas, deixe-o ao ralenti durante 30 segundos a um minuto. Assim, o óleo aquece ligeiramente e chega de forma adequada a todas as zonas críticas, ajudando a reduzir o desgaste dos componentes.

Pneus

A segurança na estrada começa - e termina - nos quatro pontos de contacto com o asfalto: os pneus. Em Portugal, ao contrário do que acontece noutros países com latitudes mais elevadas, não é obrigatório usar pneus de inverno, mas isso não elimina o risco de encontrar gelo na estrada nos dias mais frios.

A melhor proteção é a prevenção: se houver possibilidade de formação de gelo, ajuste a forma de conduzir, diminua a velocidade e aumente a distância para o veículo da frente. Antecipe-se também verificando a condição dos pneus.

O frio contribui para a redução da pressão de ar - a não ser que use azoto. Vale a pena confirmar a pressão com regularidade e corrigi-la de acordo com os valores recomendados pelo fabricante. Além disso, verifique o rasto e assegure uma profundidade mínima de 3 milímetros.

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