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ACAP: números do mercado nacional de janeiro de 2026 e o Top 10 de marcas

Carro SUV MG vermelho brilhante estacionado em exposição automóvel com outras viaturas ao fundo.

Mercado automóvel em Portugal: janeiro de 2026 em números

A ACAP (Associação Automóvel de Portugal) já publicou os dados do mercado nacional referentes a janeiro de 2026, e os resultados trazem alguns motivos de surpresa.

Desde logo, o volume total de matrículas (ligeiros e pesados) subiu de forma expressiva: foram comercializadas 20 042 unidades, o que corresponde a mais 17,8% do que no mesmo mês de 2025. No segmento dos ligeiros de passageiros, a evolução foi um pouco menos acentuada, mas ainda assim positiva, com um crescimento de 16,1% para 16 839 unidades.

Além da subida global, também a distribuição por marcas fugiu ao padrão habitual. Em muitos anos, janeiro tende a repetir o “desenho” de dezembro; desta vez, porém, surgem mudanças relevantes - com destaque para a entrada da MG no Top 10 nacional logo no arranque do ano.

A histórica marca britânica, actualmente detida pelo grupo asiático SAIC, começou 2026 em força: somou 672 unidades e alcançou um crescimento de 190,9%, o mais elevado entre as 10 marcas mais procuradas em Portugal neste mês.

As 10 marcas mais vendidas

No topo da tabela de janeiro, há um ponto em que quase nada mudou: a liderança mantém-se.

A Peugeot, que terminou 2025 como a marca mais vendida - e que ocupa esse lugar há cinco anos consecutivos -, inicia 2026 novamente na frente. Ainda assim, o que impressiona é a variação face a janeiro de 2025: um salto de 84,6%, equivalente a 2622 registos.

A alguma distância surge a Mercedes-Benz, a segunda mais vendida, com 1394 unidades e um aumento de 30,9%. A fechar o pódio aparece outra das notas fortes do mês: a BMW, que ficou muito perto da rival da estrela, ao entregar 1306 unidades e crescer 25,1%.

Logo depois, a Toyota mantém-se em evidência, mas com um registo menos favorável: contabilizou 1036 unidades (menos de 300 abaixo da BMW), apesar de uma descida de 13,1%.

Pódio e restantes posições do Top 10

Feitas as contas, o Top 10 de janeiro fica assim:

  1. Peugeot - 2622 registos (+84,6%)
  2. Mercedes-Benz - 1394 unidades (+30,9%)
  3. BMW - 1306 unidades (+25,1%)
  4. Toyota - 1036 unidades (-13,1%)
  5. Citroën - 849 unidades (+84,6%)
  6. Dacia - 832 unidades (-36,5%)
  7. Renault - 814 unidades (-13,1%)
  8. Opel - 734 unidades (+31,8%)
  9. Volkswagen - 678 unidades (+18,5%)
  10. MG - 672 unidades (+190,9%)

Entre o 5.º, 6.º e 7.º lugares surgem Citroën, Dacia e Renault, com 849, 832 e 814 unidades, respectivamente. Neste trio, só a Citroën conseguiu evoluir - e de forma bem vincada, com +84,6% -, enquanto a Dacia recuou 36,5%, a maior quebra dentro do Top 10.

Já a Renault, depois de um fecho de ano muito forte (ultrapassou as 3000 viaturas registadas em dezembro de 2025), inicia 2026 com um início mais fraco: -13,1% em comparação com janeiro de 2025.

Na 8.ª posição surge a Opel, com 734 unidades e um crescimento de 31,8%. A Volkswagen fica apenas em 9.º, com 678 unidades, embora também com sinal positivo: +18,5% face ao mesmo período do ano anterior.

A completar o Top 10 aparece a MG, num resultado particularmente marcante para a marca em Portugal. Terminou a apenas seis unidades da Volkswagen e, como já referido, registou um aumento expressivo de 190,9%.

Fora do Top 10

Descendo na tabela, encontram-se várias marcas que se evidenciam - quer pelos crescimentos mais rápidos, quer pelas quedas mais pesadas - neste primeiro mês de 2026 em Portugal.

Crescimentos e quedas mais relevantes

Como tem sido recorrente, os maiores aumentos voltam a surgir em marcas chinesas. A Dongfeng cresceu 116,7%, mas esse salto traduz-se em apenas 13 unidades vendidas. Com maior peso, a XPENG conseguiu duplicar as entregas, chegando a um total de 100 unidades.

A BYD, apesar de um avanço mais contido (+23,2%), somou 483 unidades e conseguiu superar várias marcas já estabelecidas, como a Tesla, a SEAT, a Audi e a Skoda.

Entre marcas não chinesas, sobressai a Alpine, com um aumento de 350% - impulsionado pelo «foguete de bolso» A390, embora tenha totalizado apenas nove unidades. Seguem-se a Jeep (80,6% e 251 un.), a FIAT (51,6% e 244 un.) e a Volvo (54% e 539 un.).

No sentido oposto, as descidas mais relevantes pertencem à Mitsubishi (50,2% e 100 un.) e à Porsche (49,5% e 100 un.). A Nissan também recuou, com -26,5% e um total de 560 unidades. Importa ainda ter em conta que uma eventual antecipação de matrículas em dezembro poderá estar a penalizar, em janeiro, os resultados de algumas marcas.

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