As consequências para a economia e para os franceses podem ser potencialmente desastrosas.
Guerra no Irão e subida rápida do preço dos combustíveis
Há já várias semanas que a guerra no Irão começou e ninguém sabe quando terminará. Para os consumidores, o efeito no preço da gasolina foi imediato e fácil de notar. No entanto, no horizonte surgem agora outros impactos ainda mais prejudiciais para o poder de compra.
As contas de Guillaume Dard (Montpensier Arbevel) na BFM Business
Convidado da BFM Business, Guillaume Dard, presidente da Montpensier Arbevel - uma sociedade de gestão de perfil empreendedor - voltou ao tema do impacto desta crise energética e apresentou vários cenários:
"Se estivermos no cenário actual de 90 dólares (cotação do barril de Brent, nota da redacção) e isto não durar muito, para um casal com dois filhos, custa 50 euros. Se durar alguns meses com um preço do petróleo a 110-120 dólares, com o efeito nos preços da energia, porque isto vem acompanhado por um efeito no gás e nos produtos alimentares (fertilizantes), o impacto pode subir para 150 euros por mês."
O cenário catastrófico
De seguida, descreve o pior cenário possível: "Se tivermos o cenário catastrófico, com um fecho do estreito de Ormuz e um preço do petróleo a 150 dólares o barril, isso representa 400 euros por mês para esse mesmo agregado."
E o especialista remata: "Isto dá-lhe a medida do efeito de uma crise potencial; é preciso saber que a economia é energia transformada (…) E tudo isto sem sequer falar do efeito recessivo no resto da economia, que faz com que tenhamos um problema orçamental e um orçamento que não é capaz de fazer face a isto."
Porque o estreito de Ormuz é crucial para a petroquímica
Esta situação decorre, em particular, do fecho do estreito de Ormuz por parte do Irão, por onde passam todos os meses cerca de 4 milhões de toneladas de nafta. Esta parcela de petróleo refinado é a matéria-prima de toda a indústria petroquímica mundial.
Vale a pena recordar que esta é a área da indústria química que converte petróleo e gás em moléculas de base. A partir delas, produz-se uma quantidade impressionante de bens do dia a dia: plásticos, têxteis sintéticos, solventes, borracha, medicamentos, cosméticos, tintas…
No total, mais de 90% dos objectos que nos rodeiam dependem disso, directa ou indirectamente. Estas perspectivas negativas deixam-no preocupado com o que vem a seguir? Partilhe a sua opinião nos comentários.
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