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Mercedes-Benz Classe S 2026: atualização profunda com mais luxo, tecnologia e V8

Carro Mercedes-Benz S-Class 2023 prateado em exposição num showroom moderno com janelas grandes.

O CLA pode ter sido o modelo a abrir um novo capítulo na Mercedes-Benz, mas sempre que a estrela precisa de reafirmar a sua posição no topo - tanto em prestígio como em tecnologia - é o Classe S que volta a ocupar o centro do palco.

Ao longo de todas as gerações, o padrão repetiu-se: as grandes estreias, sobretudo as mais tecnológicas, tendem a aparecer primeiro no Classe S e só depois se espalham pelo resto da gama.

A atualização agora apresentada para 2026 surge no ano em que a Mercedes-Benz assinala 140 anos, mas não representa uma mudança de geração. Trata-se, isso sim, de uma modernização profunda do modelo atual - a marca fala em mais de metade dos componentes novos ou revistos - com o objetivo de manter o Classe S como a referência entre as berlinas de luxo, num mercado cada vez mais competitivo e global.

Sem mexer na identidade essencial, o Classe S 2026 melhora nos pontos-chave, embora - como é habitual - de forma discreta à primeira vista. A silhueta mantém proporções clássicas e a presença imponente, mas sem exageros, mantendo a postura sóbria que sempre o distinguiu.

Entre as novidades estão pormenores como uma grelha 20% maior, jantes redesenhadas e uma gama de cores renovada no programa Manufaktur. E é logo na iluminação que começam os avanços mais relevantes: o sistema Digital Light passa a contar com mais de 1,3 milhões de espelhos «microscópicos» em cada farol.

Com esta tecnologia, o carro consegue fazer projeções em alta definição diretamente no asfalto - por exemplo, marcas de orientação em zonas de obras. Além disso, também permite apresentar outros avisos visuais e ajudas à condução em cenários urbanos mais difíceis ou quando a visibilidade é reduzida.

Interior novo do Mercedes-Benz Classe S com muito luxo e tecnologia

Se no exterior a evolução é contida, por dentro a transformação é bem mais evidente. O tabliê do Mercedes-Benz Classe S 2026 é completamente novo e segue a linha dos lançamentos mais recentes da marca alemã, ao estender por toda a largura do habitáculo a área dedicada aos ecrãs: existe um painel de instrumentos de 12,3″; o ecrã central tátil passa a ter 14,4″ e deixa de estar em posição vertical; e o passageiro ganha também um ecrã de 12,3″. Há ainda um novo volante multifunções, mas com um detalhe importante: regressa aos comandos físicos em vez de hápticos, respondendo às exigências dos clientes.

O sistema MBUX foi alvo de uma atualização de fundo, com maior utilização de inteligência artificial (IA), que a marca afirma trazer melhorias claras no reconhecimento de voz com linguagem natural. A navegação também foi revista e reforçada, com maior capacidade para cruzar dados de tráfego, topografia e hábitos do utilizador. Assim, o sistema passa a antecipar destinos habituais e a ajustar sugestões consoante o contexto.

Chegam igualmente novos conteúdos digitais, com aplicações de entretenimento e produtividade, reforçando a ideia de que o Classe S pode funcionar tanto como espaço de trabalho como de descanso. A arquitetura eletrónica foi atualizada para suportar um conjunto mais amplo de atualizações remotas over-the-air (OTA).

Nos materiais, o objetivo mantém-se: continuar no patamar de referência. Couros, madeiras e metais passam a estar disponíveis em novas combinações através do programa Manufaktur. A iluminação ambiente também é nova, permitindo criar diferentes cenários. E o luxo aparece em detalhes como a utilização de cintos aquecidos.

Na segunda fila, as mudanças são igualmente significativas. Existem mais programas de massagem, a marca refere um trabalho mais rigoroso no conforto acústico e térmico, e reforça-se a vocação do Classe S para quem viaja atrás. Os bancos traseiros podem tornar-se uma verdadeira “sala de reuniões sobre rodas”: ecrãs de 13,1”, comandos tipo smartphone, carregamento rápido sem fios, frigorífico, mesas rebatíveis e até videoconferências via Zoom ou Teams.

Assistência à condução e automação

Apesar de esta geração (W 223) do Mercedes-Benz Classe S ter sido a primeira a disponibilizar, como opção, condução autónoma de nível 3 (Drive Pilot) - permitindo já ao condutor desviar os olhos da estrada - a marca elimina essa possibilidade nesta atualização. O motivo prende-se com as limitações de utilização, que levaram muitos clientes a não escolher o sistema, também por ser bastante caro.

Desta forma, o Classe S passa a oferecer apenas até ao nível 2, agora com o novo MB.Drive Assist Pro. Mesmo com esta «despromoção», continua a incluir funções avançadas - permite condução autónoma “ponto a ponto” em contexto urbano - e é por isso que a marca o descreve como nível 2++. Ainda assim, exige sempre supervisão do condutor e, do ponto de vista legal, em caso de acidente, a responsabilidade continua a ser do condutor.

Há, contudo, uma desvantagem: não está disponível na Europa e não existe uma data certa, uma vez que depende de aprovação regulatória. Na China, por exemplo, ficou disponível de imediato e deverá chegar em breve aos EUA. Os novos Mercedes-Benz CLA e GLC também podem receber este sistema.

Também a vertente de estacionamento automatizado foi melhorada. O MB.Drive Parking Assist passa a identificar lugares de estacionamento em ambos os lados do veículo e, pela primeira vez, permite estacionamento em espinha.

Para ajudar em manobras mais exigentes, como estacionar, todos os Classe S 2026 passam a incluir eixo traseiro direcional até 4,5º, com opção de as rodas traseiras virarem até 10º. Nesta configuração, o diâmetro de viragem baixa para apenas 10,8 metros, um valor típico de automóveis bem mais compactos.

Surpresa V8 no Mercedes-Benz Classe S

Uma das maiores surpresas no Mercedes-Benz Classe S 2026 é a chegada de um novo V8 biturbo, o M 177 Evo. Como o nome indica, trata-se de uma evolução do motor anterior, mas com um elemento pouco comum: a utilização de uma cambota plana. É uma solução mais habitual em supercarros - é o que dá o cantar de soprano aos V8 da Ferrari - do que em berlinas de luxo.

No S 580 4Matic, este V8, combinado com um sistema mild-hybrid 48 V, entrega 537 cv e 750 Nm logo às 2500 rpm, números que batem com folga os do antecessor. Para lá da cambota plana, a Mercedes aponta também novos turbos e um sistema de injeção revisto como fatores por trás de uma resposta mais imediata, maior suavidade e… ganhos de eficiência.

Abaixo do V8, a gama a gasolina assenta em motores de seis cilindros em linha. O S 450 utiliza um 3,0 litros com 381 cv e 560 Nm, enquanto o S 500 eleva a fasquia para 449 cv e 600 Nm. A marca mantém ainda a alternativa Diesel, também baseada num seis cilindros em linha de 3,0 litros. Estão previstas duas variantes: uma com 313 cv e 650 Nm, e outra mais forte, com 367 cv e 750 Nm.

Se a eletrificação total continua a cargo do EQS - um Classe S 100% elétrico só deverá chegar em 2030 -, no Classe S 2026 a opção onde a componente elétrica ganha mais peso é a híbrida plug-in. Existem duas versões que partilham o seis cilindros, o motor elétrico (120 kW ou 163 cv) e a bateria de 22 kWh. O que muda são potência e binário: 435 cv e 680 Nm no S 450 e; e 585 cv e 750 Nm no S 580 e - mais potente até do que o V8 biturbo. A autonomia em modo elétrico pode atingir 118 km.

Quando chega?

Por enquanto, a Mercedes-Benz ainda não comunicou datas de lançamento para Portugal nem preços para o Classe S 2026. Ainda assim, já é possível configurar e encomendar online a berlina de luxo em vários países, pelo que a informação deverá ser conhecida em breve.

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