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Preço dos combustíveis na segunda semana de fevereiro: gasóleo a 1,586 €/l e gasolina a 1,672 €/l

Jovem numa estação de serviço a olhar para a bomba de gasolina, segurando telemóvel e cartão de pagamento.

Tal como apontavam as previsões divulgadas na semana anterior, a segunda semana de fevereiro arranca com sinais mistos, espelhando movimentos em sentidos diferentes no preço dos combustíveis (fonte: Mais Gasolina).

Evolução do preço dos combustíveis nesta semana

Nos veículos a gasóleo, apesar de o valor médio não ter confirmado a descida que era antecipada, também não houve agravamento: o gasóleo simples ficou inalterado nos 1,586 €/l. Já a gasolina simples seguiu o caminho inverso e subiu 0,8 cêntimos por litro, fixando-se nos 1,672 €/l.

Ajustes de preços nas gasolineiras (BP, Galp e Repsol)

Com estas variações, as principais gasolineiras procederam a atualizações distintas. No gasóleo simples, BP, Galp e Repsol reduziram o preço em meio cêntimo por litro.

Quanto à gasolina, o movimento foi de subida: nos postos da BP e da Repsol, o aumento foi de um cêntimo por litro, enquanto na Galp a subida chegou aos dois cêntimos por litro.

Como são calculados estes valores médios (DGEG)

A referência usada para apurar o preço dos combustíveis, como é habitual, assenta nos dados publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) - neste caso, os relativos à passada sexta-feira, dia 6 de fevereiro.

Os preços divulgados pela DGEG já contemplam os descontos aplicados pelas gasolineiras e também as medidas do Governo que continuam ativas. Ainda assim, importa sublinhar que se tratam de valores médios e indicativos, podendo não coincidir com os preços efetivamente praticados nos postos de abastecimento.

Medidas do Governo em vigor

Desde 2022 que se mantêm medidas governamentais destinadas a atenuar a subida do preço dos combustíveis, incidindo sobretudo sobre o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). Contudo, estas medidas têm vindo a ser progressivamente retiradas, também por imposição da União Europeia.

No final de novembro, foi atualizada a componente unitária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), passando para 497,52 euros por 1 000 litros na gasolina e 361,60 euros por 1000 litros de gasóleo.

Esta revisão corresponde a um agravamento fiscal por litro de cerca de 1,6 cêntimos na gasolina e de mais de 2,4 cêntimos no gasóleo.

Com estas mudanças, o «desconto fiscal» encolheu e, apesar da descida que se tem observado no preço dos combustíveis, os portugueses não estão a sentir essa redução na sua totalidade.

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