A Xiaomi não perdeu tempo - e o mercado também não. A 19 de março, a marca chinesa colocou no mercado a atualização do SU7 e bastaram 34 minutos para esgotar o primeiro lote de 15 000 unidades. Um arranque que diz muito tanto sobre o automóvel como sobre a fase que a empresa atravessa.
Apresentado inicialmente em dezembro de 2023, o SU7 foi o primeiro elétrico de produção em série da Xiaomi e, até fevereiro, já tinha ultrapassado as 300 mil unidades vendidas. Agora chega renovado e com preços já conhecidos: entre 219 900 e 303 900 yuan (aproximadamente 27 570 euros a 38 100 euros).
O que mudou?
À primeira vista, as alterações parecem discretas - mas é precisamente nos pormenores que o Xiaomi SU7 2026 dá passos em frente. Por fora, a frente foi revista para acomodar um radar de ondas milimétricas 4D na grelha, agora acompanhado por um sistema de limpeza de alta pressão para as câmaras dianteira e traseira, com o objetivo de tornar a condução assistida mais consistente, mesmo quando o tempo não ajuda. Há ainda novos espelhos em preto, jantes forjadas de 21″ e pinças de travão em vermelho.
No habitáculo, a filosofia mantém-se: melhorar sem romper com o que já existia. O interior passa a vir de série com uma paleta escura (“Noite Escura”), complementada por uma nova iluminação ambiente em três camadas e materiais com melhor perceção de qualidade. O volante em pele Nappa passa também a ser equipamento de série em todas as versões. À frente, os bancos ganham 18 regulações elétricas, função de massagem e um apoio lateral mais eficaz; atrás, os ocupantes passam a poder adotar uma posição de “gravidade zero” - encosto mais reclinado e apoio de pernas elevado - com encostos de cabeça redesenhados. Na variante Max, soma-se ainda um teto panorâmico com opacidade variável.
Entre as restantes evoluções, destaque para um novo frigorífico com 4,4 l de capacidade (instalado entre os bancos dianteiros), bem como para o sistema de som, disponível com 14 a 25 altifalantes.
Tecnologia e assistência à condução no Xiaomi SU7 2026
É sobretudo na base tecnológica que o SU7 2026 mais progride. A Xiaomi introduz o novo sistema Super XiaoAI com um modelo cognitivo próprio (XLA), suportado por um chip Snapdragon de terceira geração e por um processador auxiliar capaz de 700 TOPS (biliões de operações por segundo). A marca aponta para uma interação mais fluida e natural, além de uma condução assistida com mais capacidades.
Autonomia e carregamento
Também a plataforma elétrica foi alvo de ajustes. Mantém-se a arquitetura de alta tensão, agora a atingir até 897 V na versão Max, o que abre a porta a carregamentos mais rápidos: até 670 km de autonomia recuperados em 15 minutos, sempre de acordo com o ciclo CLTC. A autonomia máxima anunciada chega aos 902 km na versão Pro (ciclo CLTC).
Chassis e suspensão
No comportamento dinâmico, surge o chamado “Chassis Dragão”, que continua a juntar uma suspensão dianteira de duplos triângulos sobrepostos a uma traseira multibraços. Ainda assim, há uma mudança relevante: as versões Pro e Max passam a incluir suspensão pneumática de dupla câmara e amortecimento variável.
A gama do Xiaomi SU7 2026 fica assim composta:
Quando chega?
Na China, a comercialização do Xiaomi SU7 2026 já está em curso e, para já, este continua a ser o único mercado onde é vendido. Ainda assim, a marca aponta mais longe: a Xiaomi já afirmou que pretende chegar à Europa em 2027.
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