Este texto integra o Explicador de Crédito - Credibom x Razão Automóvel. Considera que domina o tema do crédito automóvel? Se ainda tem questões, nós ajudamos a esclarecer.
Os automóveis elétricos podem trazer várias mais-valias do ponto de vista financeiro, desde custos de “abastecimento” potencialmente mais baixos até a uma manutenção, em muitos casos, menos onerosa do que a de modelos com motor de combustão.
Com exceção dos segmentos de entrada - citadinos, utilitários e pequenos familiares - onde a paridade de preços ainda não é uma realidade, há situações em que os elétricos podem até ficar mais em conta logo na compra. Além disso, também podem revelar-se uma opção mais interessante no momento de pedir um crédito automóvel.
Neste artigo do Explicador de Crédito da Razão Automóvel com o Credibom, analisamos as condições específicas do crédito automóvel para elétricos, incluindo os benefícios fiscais e o impacto que estes podem ter no custo total do financiamento.
Benefícios fiscais
Atualmente, em Portugal, os automóveis elétricos estão dispensados do pagamento de ISV (Imposto Sobre Veículos) e de IUC (Imposto Único de Circulação), ao contrário do que acontece com os veículos a combustão.
Em alguns municípios, os elétricos também podem beneficiar de estacionamento gratuito, sem necessidade de apresentar o dístico azul. Concelhos como Lisboa, Loures e Oeiras contam com mecanismos próprios de identificação de veículos elétricos para efeitos de isenção de estacionamento.
Crédito automóvel para elétricos
É comum encontrar instituições financeiras com condições dedicadas ao financiamento de automóveis elétricos, incluindo taxas de juro mais reduzidas, enquadradas em políticas de incentivo à sustentabilidade ambiental. Ainda assim, compensa comparar as propostas de diferentes credoras para perceber qual se ajusta melhor ao que procura.
Apesar disso, convém ter presente que o crédito automóvel implica custos que não se limitam à taxa de juro. Entre comissões administrativas, seguros obrigatórios e desvalorização, há fatores que podem ter impactos distintos quando falamos de elétricos. Explicamos tudo neste artigo:
Um desses pontos é o seguro. Em alguns casos, os veículos elétricos podem ter apólices mais caras, devido ao potencial custo adicional associado às baterias em caso de acidente. Este elemento pode pesar de forma relevante no apuramento do custo total do financiamento.
Outro aspeto a ponderar antes de assinar uma proposta de crédito automóvel para um elétrico é a respetiva desvalorização. Esta pode ser equilibrada se a sua poupança diária (custo de carregamento x quilómetros percorridos) for favorável.
Neste momento, os automóveis elétricos continuam a apresentar uma curva de desvalorização superior à dos modelos a combustão «tradicionais», em parte devido à evolução tecnológica na química das baterias.
Por isso, ao negociar o crédito automóvel, é importante considerar esta depreciação. Em alguns casos, concessionários e fabricantes disponibilizam acordos de recompra garantida no final do contrato de crédito.
Outras coisas que deve ter em atenção
De resto, o contrato de crédito automóvel para um elétrico é, na prática, igual ao contrato de crédito de um automóvel a combustão.
Assim, além de todas estas variáveis, é fundamental ler sempre o contrato na íntegra. Não deve assinar sem ter a certeza de que compreendeu todas as cláusulas.
Se persistirem dúvidas, peça esclarecimentos. Se o crédito for particularmente complexo ou envolver um montante significativo, pode também recorrer a um advogado ou consultor. Fique a saber tudo o que deve ter em atenção antes de assinar um contrato de crédito automóvel:
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