O homem mais rico do planeta tem voltado a lançar previsões sobre esta tecnologia.
Segundo ele, quase ninguém está preparado para o que aí vem. A aceleração recente da inteligência artificial deixa Elon Musk simultaneamente inquieto e entusiasmado. Foi isso que transpareceu na entrevista que deu, no ano passado, ao podcast apresentado por Joe Rogan, onde o líder da Tesla se aventurou em mais algumas das suas previsões - muitas delas, como já aconteceu antes, acabam por não se concretizar.
Um “tsunami supersónico”: o impacto da IA no trabalho digital
Musk põe a transformação actual lado a lado com a era pré-informática, quando os trabalhadores de escritório eram obrigados a fazer cálculos manualmente. Na sua visão, a rapidez da mudança só tende a aumentar à medida que a IA se torna mais capaz:
Tudo o que é digital, ou seja, simplesmente uma pessoa à frente de um computador, será virado do avesso pela IA a uma velocidade fulgurante. Isto está a acontecer… Como eu disse, a IA é um tsunami supersónico.
O empresário acredita que a procura de emprego continuará elevada, mas antecipa um abalo no equilíbrio do mercado de trabalho, como já se verificou noutras fases da história. Ainda assim, admite que certas funções resistirão mais tempo: «Tudo o que implica uma manipulação física, como cozinhar ou a agricultura, tudo o que é físico, esses empregos existirão por muito mais tempo».
Elon Musk e a sociedade de abundância
Sem afastar a hipótese de um cenário negativo, Musk diz preferir uma leitura optimista do futuro: «A prazo, trabalhar tornar-se-á facultativo graças aos robots e à IA. E teremos, num cenário favorável, um rendimento elevado universal, o que significa que cada pessoa poderá aceder aos produtos e serviços que desejar, mas haverá muitas perturbações e traumas pelo caminho».
As previsões de Musk sobre a IA e a reforma
Convém lembrar que o empresário se habituou a fazer previsões sobre IA sem, na prática, sustentar as afirmações com grande detalhe. Falámos recentemente, por exemplo, da sua posição inesperada sobre poupança e trabalho.
De forma surpreendentemente optimista quanto aos efeitos destas tecnologias, o responsável da xAI afirmou: «Não se preocupem em poupar para a reforma daqui a 10 ou 20 anos. Isso não terá importância nenhuma».
2030, superinteligência e robots humanoides
A razão, na óptica de Musk, é que a IA ultrapassará «a inteligência de todos os humanos reunidos» até 2030. Ele antevê também um mundo com robots humanoides em maior número do que a população humana. A partir daí, os empregos tradicionais seriam gradualmente substituídos.
Para o bilionário, o efeito destes avanços traduzir-se-á em ganhos de produtividade tão grandes que excederão «aquilo que se pode conceber como abundância». Em termos simples, deixaríamos de precisar de rendimento universal, porque, no futuro, cada ser humano teria um «rendimento universal que permite obter tudo o que se deseja». Mais informações sobre este tema no nosso artigo anterior.
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