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Cada vez mais caçadores estão a abandonar a caça e a deixar as suas armas, afastando-se dos seus territórios.

Homem sentado numa mesa de madeira com caçadeira, dinheiro, cartão e ténis, numa sala com vista para campo verde.

Há mais por trás disto do que simples comodidade.

Em França, um grande inquérito a antigos caçadores mostra até que ponto a mudança no universo da caça é, de facto, profunda. As razões vão desde o aumento dos custos e problemas de saúde até à pressão social - e são surpreendentemente semelhantes às discussões que se vivem no espaço de língua alemã.

O que revela um grande estudo junto de ex-caçadores

Na base do debate atual está uma análise representativa de um instituto de sondagens, assente em 9.181 pessoas que, no passado, caçaram ativamente. Entre elas:

  • 7.623 pessoas que abandonaram totalmente a caça
  • 657 pessoas que não conseguiram obter a licença de caça
  • 901 pessoas que passaram no exame, mas nunca chegaram a validar a licença

Trata-se, assim, de um dos maiores conjuntos de dados até hoje sobre os motivos que levam alguém a afastar-se da caça. Para as associações do setor, estes números são extremamente valiosos, porque mostram onde a prática encontra os seus limites - e em que aspetos é possível intervir para manter os membros ativos.

A principal conclusão: raramente existe apenas uma razão que leva um caçador a desistir - na maioria dos casos, é uma combinação de vários fatores.

Dinheiro, saúde, quotidiano: os principais motivos para desistir

Quem deixa a caça não toma essa decisão de um dia para o outro. Em muitos casos, a frustração acumula-se ao longo de anos. O estudo aponta com clareza os principais motivos pelos quais as pessoas terminam o seu percurso na caça:

  • 28 % apontam os custos totais demasiado elevados
  • 26 % desistem devido a

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