Mercado automóvel português em agosto: números e tendência
O mercado automóvel português continua a acelerar. Em agosto, registou-se uma subida de 9,9% face ao mesmo mês de 2024, com 12 990 ligeiros de passageiros matriculados. Considerando o total do mercado (ligeiros e pesados de passageiros e de mercadorias), o aumento foi de 7,8%, para 15 463 unidades vendidas, segundo a ACAP (Associação Automóvel de Portugal).
O acumulado do ano mantém o sinal positivo nos ligeiros de passageiros: até ao final de agosto foram matriculados 154 565 automóveis, mais 8,2% do que em 2024. Já os ligeiros de mercadorias e os pesados (global) seguem no negativo, com quebras de 4,5% (20 300 unidades) e 12,2% (4305 un.), respetivamente.
As 10 marcas mais vendidas
Se o crescimento contínuo do mercado nacional é a nota mais favorável do mês, a lista das marcas mais vendidas trouxe várias reviravoltas. A mais sonante é a descida acentuada da habitual líder, a Peugeot, que em agosto não foi além do quarto lugar. Matriculou apenas 950 unidades, uma redução de 19% - a maior queda entre as 10 marcas mais vendidas.
O que nos leva à Mercedes-Benz, que foi a marca mais vendida em Portugal em agosto de 2025. Contabilizou 1309 automóveis e um avanço expressivo de 15,2%.
Há ainda outra surpresa de peso: Pela primeira vez a chinesa BYD entrou no Top 10 das marcas mais vendidas em Portugal. Em agosto, somou 417 matrículas, o que corresponde a um crescimento de 53,6% em comparação com agosto do ano passado.
Apesar deste salto, a BYD não foi quem mais cresceu entre as 10 primeiras. Esse destaque pertence à Citroën (8.º lugar), que quase duplicou as vendas (89,1%), ao alcançar 518 unidades. Também merece referência a Volkswagen (6.º lugar), que subiu 25,3%, com 807 unidades.
Pódio e peso das frotas/empresas
O pódio de agosto é, provavelmente, um dos mais curiosos dos últimos tempos: além da Mercedes-Benz no primeiro lugar, surge a Dacia (1119 un. e +1,2%) em segundo e a BMW (1081 un. e +19,6%) em terceiro. Pode parecer inesperado, mas encaixa na realidade do mercado português, onde, em termos gerais, cerca de 75% das vendas se destinam a frotas/empresas e apenas um quarto a clientes particulares.
Crescimentos e quedas: dentro e fora do Top 10
Nem todas as marcas acompanharam a evolução do mercado em agosto. Para lá da Peugeot, também a sua rival Renault (7.º lugar) recuou 10%, para 730 unidades. A Hyundai (9.º lugar) registou igualmente uma descida, embora mais moderada, de 3,3%.
Fora do Top 10, agosto ficou marcado pela CUPRA, com um crescimento muito acentuado de 190,8%. Houve ainda subidas relevantes na FIAT (86,7%), na Porsche (78,6%) e na Jeep (73,1%). No sentido contrário, algumas das quedas mais pronunciadas pertenceram à Mazda (-59,7%), à DS (-50,9%) e à SEAT (-34%).
A Tesla voltou a não entrar no Top 10 no oitavo mês do ano, mas, contrariando a tendência negativa dos últimos meses, apresentou uma subida de 28,7%, com 233 unidades comercializadas.
E no acumulado do ano?
Mesmo com este passo em falso em agosto, no acumulado do ano (janeiro a agosto) a Peugeot continua a ser a marca automóvel mais vendida em Portugal e mantém-se em crescimento: +9,6%, com 15 745 unidades vendidas.
A Mercedes-Benz consolida o segundo lugar, depois de ter ultrapassado a Dacia no mês passado. Ainda assim, ambas seguem acima do ritmo do mercado, com crescimentos de 9% e 10,6%, respetivamente.
De forma curiosa, a Citroën - que em agosto foi a marca com maior crescimento dentro do Top 10 - é, no acumulado do ano, a que apresenta a maior quebra (-7,1%). Precisará de mais meses semelhantes a agosto para reduzir ou eliminar esta descida.
Fora do Top 10 no acumulado, sobressaem os desempenhos da Alpine (+766,7%), da BYD (+140%) - no 18.º lugar -, da Polestar (+119,7%) e da MG (+83,9%). Em sentido oposto estão a Suzuki (-51,6%), a Tesla (-25,7%) - à frente da BYD, na 13.ª posição - e a Volvo (-17,1%).
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