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Bugatti Chiron: números impressionantes da apresentação em Portugal

Carro desportivo Bugatti azul num espaço com janelas grandes e vista para a ponte 25 de Abril em Lisboa.

O Bugatti Chiron teve a sua apresentação internacional em Portugal, onde já percorreu as planícies alentejanas a mais de 300 km/h e deixou os media internacionais rendidos. O Chiron é, acima de tudo, um automóvel feito de números - valores que impressionam tanto por serem incrivelmente baixos como desmesuradamente altos. Reunimos e destrinçámos alguns desses dados:

6.5

O tempo, em segundos, de que o Bugatti Chiron precisa para chegar aos 200 km/h. Para os 100 km/h, despacha-se em menos de 2.5 segundos. E aos 300 km/h? Basta esperar 13.6 segundos. É, no essencial, o mesmo tempo (ou quase) de que um Volkswagen Up de 75 cv necessita para atingir os 100 km/h. Ou de que um Porsche 718 Cayman S de 350 cv precisa para chegar aos 200!

7

O total de relações da caixa DCT (dupla embraiagem) do Chiron. A transmissão é a mesma base utilizada no Veyron, mas foi reforçada para aguentar os 1600 Nm de binário. Um detalhe sem importância…

9

O tempo, em minutos, necessário para esvaziar os 100 litros de gasolina do depósito, se conduzir sempre com o acelerador no fundo. No Veyron, a mesma operação demorava 12 minutos. Evolução? Nem por isso…

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10

Um motor gigantesco, capaz de gerar números ainda mais gigantes. Para se manter a trabalhar sem “derreter”, são indispensáveis 10 radiadores, cada um com uma função específica.

16

O número de cilindros do motor, organizados em W, com 8.0 litros de cilindrada, aos quais se juntam 4 turbos - dois pequenos e dois grandes - a funcionar de forma sequencial. Em regimes baixos, trabalham apenas os dois turbos menores. Só a partir das 3800 rpm é que os turbos maiores entram em acção.

22.5

O consumo médio oficial, em litros por 100 km. Em ambiente urbano, sobe para 35.2 e, fora de cidade, fica nos 15.2. Estes valores são homologados segundo o permissivo ciclo NEDC, pelo que, no mundo real, é provável que o consumo seja menos contido.

30

O número de protótipos construídos durante o desenvolvimento do Bugatti Chiron. Somando os 30, foram realizados 500 mil quilómetros.

64

O cliente típico da Bugatti possui, em média, 64 automóveis. E ainda três helicópteros, três aviões a jacto e um iate! Já os Chiron entregues a estes proprietários deverão percorrer, em média, 2500 km por ano.

420

A velocidade máxima, limitada electronicamente. O Veyron Super Sport, com 1200 cv e sem limitador, atingiu 431 km/h, passando a ser o automóvel mais rápido do planeta. Já está prevista uma tentativa para superar o recorde do Veyron. Estima-se que a velocidade de ponta fique acima das 270 mph ou 434 km/h.

500

O total de unidades do Bugatti Chiron a produzir. Metade dessa produção já está alocada.

516

O valor oficial, em gramas, das emissões de CO2 por km. Não é, de todo, a solução para travar o aquecimento global.

1500

A potência, em equídeos, debitada pelo Chiron. São mais 300 cavalos do que o anterior Veyron Super Sport e mais 50% do que o Veyron original. O binário também não fica atrás, chegando a uns estrondosos 1600 Nm.

1995

O peso oficial anunciado, com fluídos e sem condutor.

3800

A força centrífuga, em G, a que cada grama de pneu fica sujeita. Um valor acima daquele que os pneus de um F1 têm de suportar.

50000

A força necessária, em Nm, para torcer a estrutura do Chiron em 1º. Um nível de rigidez só comparável aos protótipos LMP1 que vemos em Le Mans.

2400000

O preço do Chiron em euros. Mais coisa menos coisa. Versão base. Sem opções. E sem impostos!

São, de facto, números difíceis de ignorar. E, com a apresentação em Portugal, a Bugatti aproveitou para registar a passagem do Chiron pelo nosso país. Ficamos com algumas dessas imagens, em cenários bem familiares.


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